ANÁLISE CRÍTICA 

 

A composição da foto está bem harmônioca, apesar de aparentar muito o objeto que está sendo utilizado para o trabalho. 

 As projeções de luz e sombra apresentam algumas figuras geométicas que são dispostas na imagem sempre em linhas continuas, sem estar aparente o início e o fim do papel, o que é interessante, pois passa uma sensação de infinitude. 

A sombra, localizada ao centro, impõe profundidade e um certo movimento, como se as formas estivessem indo em direção ao núcleo da imagem. O jogo de luzes e sombras se degradando entre si da borda para o centro, instiga o espectador a concentrar seu olhar no meio da foto. Isso pode ser um ponto negativo, pois a visão do espectador fica limitada e "heliocêntrica", fazendo com que o mesmo não explore o restante da fotografia, e se prenda ao óbvio, que claramente é concentrar o olhar no âmago da imagem. 


 Novamente se repete a mostra explícita do objeto utilizado, isso limita a investigção e deixa a obra com um sentido raso "isto é um copo". Mas claro, a evidência da transparência, causa uma paz na leitura imagética, luzes e reflexos disputam lugar, trazendo uma dança de projeções. Formas e desenhos são projetados atravéz do corpo transparente, brincando com a degradação e ao mesmo tempo com a demarcação de onde tem luz e onde há sombras. É aparente também na terceira foto uma certa movimentação, fazendo da imagem um conceito orgânico.

O fundo meio acinzentado deixa um ar mais melancólico, trazendo a atenção para as figuras claras, as mesmas apresentando continuidades diferentes, a primeira e a última, com um padrão horizontal, e a segunda imagem com um sentido mais enviesado. A primeira exposição, apesar de apresentar uma sombra estendida, o objeto se encontra em pé, brincando assim com verticalidade e horizontalidade, impondo uma ideia de que os opostos se complementam. já a última foto, apesar de mostar muita luz na horizontal, vemos as sombras brigarem em direções diagonais, as linhas são bem aparentes e expressam fluidez e claridade.

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